10 anos de Maxa por Rafael Ribeiro

Já faz 10 anos que você joga no Maxambomba?

Mais que isso. Há 10 anos eu pratico um esporte que, até hoje, poucas pessoas entendem ou já ouviram falar, mas que eu tive a oportunidade de conhecer. Já posso dizer que tenho um terço da minha vida dedicado ao rugby por causa do Maxambomba, porque um dia eu respondi à pergunta de um amigo se eu tinha interesse de ajudar a montar um time de rugby. Tenho muito orgulho de falar que sou fundador do clube, que sou jogador desde 2008, diretor há pelo menos oito anos, treinador há pouco mais de três anos, torcedor desde criancinha. Tenho um prazer imenso de fazer parte dessa história e, além disso, do clube fazer parte da minha história. Graças ao Maxambomba, conquistei vitórias, sofri derrotas, nunca perdi um terceiro tempo. Mas principalmente, ao Maxambomba eu agradeço pelo maior prêmio que tenho hoje, todos os amigos que acumulei nesses dez anos, pessoas com quem posso contar dentro e, especialmente, fora de campo.

Nosso jogador, treinador e diretor Rafael “Minguado” Ribeiro

É incrível que, olhando pra trás, fica difícil de escolher um ou outro momento pra tentar mostrar a importância desse 12 de abril. Mas é notório o quanto mudou na vida de muitas pessoas da Baixada Fluminense aquela reunião no shopping há dez anos. Dos treinos em campos de rua (saudoso Edmarzão), treinos no meio dos carros na Via Light, treinos em vilas olímpicas, formamos um time que cresceu abraçando gente de vários cantos da região, confirmando o Maxambomba como o representante da Baixada no rugby brasileiro (É até bonito escrever isso). Viajamos muito pra jogar, fizemos amigos de longe e é sempre um prazer estar com eles dividindo o campo e curtindo um terceiro tempo, que virou quase uma marca do Maxambomba. Não existe pessoa que está ou que já fez parte do time que nunca começou uma conversa com “lembra daquele terceiro tempo em…”. Como diria um amigo meu, o nome disso é legado. Um legado que não é meu, longe disso, que é do Maxambomba e de todas as pessoas que passaram por aqui. Legado que eu posso dizer que ajudei a construir, que ainda ajudo a manter e espero poder lutar pra livrar de qualquer ameaça.

Respondendo a pergunta, não, não faz dez anos que eu jogo no Maxambomba. Mas sim, só se passaram dez anos desde o início dessa história. Uma história curta, mas que já representa muita coisa pra mim, pra quem entra em campo comigo, pra quem torce, pro rugby do estado, pra Baixada Fluminense. Podemos ser um grupo pequeno, mas o Maxambomba é gigante, o Laranja é Imortal.

2 comments

  1. Excelente texto, Minguado!
    Com certeza, todos que hoje em dia estão no Maxa – sejam atletas ou não – e aqueles que “passaram”, mas que acompanham a rotina do time, são gratos pelo teu empenho em manter o Laranja ainda mais guerreiro.

    Obrigado e sucesso!

  2. Tenho muito orgulho de poder fazer parte de uma parte disso ao lado desse cara..
    Meus parabéns a você, Rafael, por todo o seu trabalho e dedicação ao Maxambomba. Você merece colher todos esses frutos de hoje, e mais os que virão.

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